28 de mar de 2011

Warren Buffet: o homem que fez fortuna no mercado de ações


Warren Edward Buffet nasceu numa noite estrelada de 30 de agosto de 1930, na pequena cidade do meio-oeste norte americano, chamada Omaha.
Aos 8 anos de idade comprou sua primeira ação de uma empresa na bolsa de valores, com dinheiro que juntou trabalhando no armazém de seu tio avô.
Aos 12 anos já tinha 2 empresas, em uma delas em sociedade com um amigo, revendia bolinhas de golfe que os dois recolhiam do fundo do lago no clube da cidade. A outra começou com um investimento de $25 que fez na compra de uma maquina de pinball, colocando-a em uma barbearia local. Após algum tempo, ele e um amigo eram donos de dezenas de máquinas em diferentes lojas.
Pode-se dizer que Warren apresentava um tino para os negócios desde cedo. Mas o empreendedorismo precoce tinha um motivo especial. Warren não era chegado a trabalhos braçais, principalmente depois de enfrentar a dura rotina de trabalho no armazém do tio-avô.
Ainda jovem leu o livro de Benjamin Graham – O investidor inteligente. Ficou fascinado com as idéias do autor e decidiu alcançar a independência financeira e ficar rico.
Warren diz que Ben Graham, depois de seu pai foi a pessoa que mais exerceu influência em sua vida. Isso porque a abordagem de investimentos usada por Buffett no começo de sua carreira como investidor é baseada em Graham.
Na época a idéia, conhecida como ‘guimbas de charuto’, consistia em comprar ações de empresas que estivessem sendo negociadas abaixo de seu valor intrínseco (valor real de uma ação). Caso a empresa viesse à falência, a venda dos ativos garantiria ainda uma quantidade considerável de lucros. Na verdade ele chegou mesmo a comprar empresas e liquidá-las em seguida, para garantir a baforada final na guimba de charuto.
Com o tempo e o aumento exponencial de seu capital, Warren passou a ser mais influenciado pelo seu sócio e melhor amigo Charlie Munger, cuja idéia de investimentos era comprar empresas excelentes por um preço justo.
Foi com essa idéia em mente que Warren, através de sua holding, a Berkshire Hathaway, se tornou o maior acionista individual da Coca-Cola, comprou ações da American ExpressGillette, Wal-Mart e Walt Disney. Comprou também empresas inteiras, como a Geico, General RE, See´s Candies, Wesco, entre outras.
Comprou e manteve todas elas. Ao contrário do que muitos imaginam que seja forma correta de se atuar na bolsa de valores, baseados na teoria de comprar barato e vender caro. Warren pensa diferente. Ele compra empresas e as mantém por 20, 30, 40 anos, se valendo da valorização e crescimento natural dessas empresas. Foi assim que desenvolveu a maior parte de seu capital.
Buffet sempre gostou muito de investir em companhias de seguros. Com os ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA, suas seguradoras tiveram que pagar milhões de dólares em indenizações. Para os mais desatentos pode parecer que isso representou prejuízo para a Berkshire, mas na realidade, não é bem assim. Nos anos seguintes Warren lucrou bilhões de dólares com os novos seguros feitos por suas empresas em um país dominado pelo medo e receio de novos ataques.
Em 2008, Warren Buffet tornou-se o homem mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 60 bilhões, passando na frente de seu amigo, Bill Gates. No ano seguinte Buffett foi o segundo homem mais rico. Bill Gates voltou a assumir a primeira posição da lista da Forbes.
Hoje Buffet continua morando na pequena cidade de Omaha, na casa que comprou aos vinte e poucos anos, quando se casou. Fora algumas pequenas reformas, a casa é a mesma.
Warren não é adepto às excentricidades dos ricaços tradicionais. Tem apenas a casa em que mora, só troca de carro obrigado por sua filha, não gosta de restaurantes chiques e seu prato favorito é hambúrguer com batatas fritas e Coca-Cola. Na verdade é basicamente isso que ele comeu durante toda a vida. Sua esquisitice mais famosa é a “pãodurisse” exacerbada, um verdadeiro horror por gastar dinheiro. Segundo ele, 1 dólar economizado é 1 dólar garantido.

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